Anita e a moda!

Quem não gosta de passear, ver montras e experimentar roupa? Está bem, às vezes apetece ver e até comprar, sem experimentar… mas outras vezes, no experimentar e escolher é que está a diversão! Embora numa situação diferente, um momento assim é um pouco como o da Carrie, no “Sexo e a Cidade: O Filme”, quando ela escolhe o que manter, daquele montão de peças de roupa que tem! Bem, semana passada senti-me a Carrie, quando fui modelo para o editorial digital da loja DreamIt, da minha querida amiga, também maquilhadora, Vera Mira dos Santos, no Aviz, Porto. Só faltou o champanhe! Somos tão profissionais que nos esquecemos… mas a diversão foi imensa!

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“Artilharia” de maquilhador… Marcello Nigro

Highlights da make up: o Marcello preparou a minha pele com o Prep+Prime Natural Radiance da Mac, realçou os pontos altos do meu rosto com o iluminador em creme da Stila, e criou com o pigmento Copper Sparkle e o Clear Gloss, também da Mac, uma côr de baton única e metalizada.

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Coordenados selecionados

DreamIt… como diz o nome: Sonhe!

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Malha Color Block , Jeans DreamIt Selection, Calçado Jeffrey Campbell

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Casaco Alphamoment

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Camisola Alphamoment, Calças Forever Unique, Pumps Schutz, Clutch LED Emotion Design

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Malha e Calças Alphamoment, Pumps Schutz, Carteira LED 289 by Sara Giunti

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Gargantilha DreamIt Acessories, Body e Calças Forever Unique, Pumps Schutz

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Vestido Forever Unique

Porque vocês merecem, um sneak peek behind the scenes!

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#DreamTeam!

Smokey Eyes!

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Maquilhagem feita por mim, fotografia de Sara Salgado

Se a memória não me falha, quando eu comecei a maquilhar corria o ano de 2005… pois bem, 12 anos depois, posso dizer-vos que o look mais desejado continua a ser o smokey eyes, ou esfumado. Ora, esfumado é uma técnica e como tal, não precisa ser preto, pode ser da côr que quisermos! Vou explicar em alguns passos como fazê-lo.

Produtos necessários:

Corretor de olheiras;

Pó (compacto ou solto, como preferirem);

Primer, ou pré-base de olhos (opcional, indicado para ajudar a maquilhagem a manter-se impecável durante mais tempo);

Lápis de olhos;

2 Sombras de olhos;

Iluminador;

Recurvador de pestanas;

Máscara de pestanas (tradicionalmente conhecido como rímel);

3 Pincéis de olhos (bons pincéis, fazem a diferença).

Como fazer:

  1. Começamos por aplicar o corretor nas olheiras (de dentro para fora, seguindo o formato natural dos olhos) e nas pálpebras, até ao arco das sobrancelhas, para neutralizar o azul/roxo das veias e o vermelho da pele, e aplicamos pó por cima, para fixar;
  2. Se as nossas pálpebras têm a tendência para ganhar oleosidade ao longo do dia e por causa disso, marcar as linhas; se as sombras não costumam aguentar muito tempo, então precisamos de usar um primer; aplicamo-lo da mesma forma que aplicámos o corretor;
  3. Com um lápis de olhos cremoso (mais macio), ou resistente à agua (tem menos probabilidade de borratar), como preferirem, traçamos uma linha junto das pestanas, desde o lacrimal (onde nasce a lágrima) até ao canto externo – esta linha não precisa de ser perfeita, apenas estar bem perto da raíz da pestanas, sem espaços brancos;
  4. Com um pincel de formato semelhante ao de um lápis, macio, esfumamos essa linha de modo que ela perca definição – podemos dar-lhe alguma “altura” se quisermos intensificar a côr da sombra que vamos colocar de seguida;
  5.  Com um pincel espatulado, aplicamos a sombra mais escura desde a raíz das pestanas, sensivelmente, até ao côncavo do olho, também conhecido como “linha orbital”, com pequenas palmadinhas, para criar cobertura de côr;
  6. Com um pincel mais aberto, fofo, sem produto, esfumamos a sombra no côncavo, em movimentos que costumo chamar de “limpa pára-brisas”, pois fazem “vai e vem, vai e vem” (assim não se esquecem de certeza!);
  7. Com o mesmo pincel e a côr mais clara criamos a transição entre o côncavo e a pálpebra imóvel, tornando-a cada vez mais suave;
  8. Com o mesmo pincel, tirando o excesso de côr num kleenex, aplicamos iluminador no lacrimal e no arco da sobrancelha – se puderem ter 2 pincéis destes, iguais, melhor, não precisam preocupar-se com “limpar” o excesso;
  9. Com o recurvador, recurvamos as pestanas (isto parece um ato de tortura, mas de todo, não o é), basta encaixar as pestanas na abertura, fechar e pressioná-las, com um movimento contínuo, ou vários movimentos curtos;
  10. Aplicamos a máscara, de dentro para fora, para alongar as pestanas e depois um pouco em “zigue-zague” para depositar mais produto e assim enchê-las (volume);
  11. Aplicamos o lápis na linha de água e esfumamos com o pincel que parece um lápis;

Os 3 seguintes e últimos passos são opcionais, nem toda a gente gosta de ver a parte de baixo dos olhos maquilhada, pois há quem sinta que cria peso…

  1. Aplicamos a sombra mais escura do lacrimal ao canto externo, por baixo das pestanas;
  2. Esfumamos essa sombra, de novo, com o pincel fofo;
  3. Aplicamos máscara, na raíz das pestanas, sem as pentear muito.

Eu sei que parecem muitos passos, mas com a prática torna-se simples e rápido de fazer. Vale a pena gastar uns minutos a criar um look de olhos que nos confere sensualidade!

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Produtos Recomendados:

Mac – Studio Finish Concealer / Select Cover Up (escolher o corretor adequado à olheira);

Mac – Mineralize Skinfinish (pele mista/seca, ligeiramente luminoso) / Select Sheer Pressed (qualquer tipo de pele, mate);

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(cerca de 29€)

Mac – Primer Paint Pot Soft Ochre (bege) / Painterly (rosado);

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(cerca de 21€)

Lâncome – O meu lápis de olhos favorito…;

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(cerca de 28€)

Mac – Sombras (podem comprar as sombras individualmente; escolher um quarteto de cores pré-definidas; ou escolher as cores e montar uma paleta a vosso gosto);

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(cerca de 19€ a sombra individual; 44€ a palete; 62€ a paleta customizada)

Mac – Iluminador Soft&Gentle (peles claras/médias) / Global Glow (peles morenas);

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(cerca de 29€)

Shu Uemura – Para mim, o melhor recurvador do mundo… infelizmente, não há à venda em Portugal! Qualquer recurvador com uma borracha de qualidade é o ideal, para que o uso não fragilize, nem parta as pestanas;

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(cerca de 25€)

Maybelline – Máscara com excelente relação qualidade/preço;

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(cerca de 9€)

Mac – Os meus 3 pincéis favoritos para olhos (podem procurar pincéis semelhantes noutras marcas, o mais importante é o formato que têm).

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#219 formato lápis (cerca de 33€)

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#239 para aplicar sombra (cerca de 33€)

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#217 para esfumar e aplicar sombra e/ou iluminador (cerca de 24€)

Independentemente da côr de olhos que têm, o esfumado vai valorizar o vosso olhar, garanto. É uma técnica que nunca sai de moda. Maquilhadores diferentes podem explicá-la de forma diferente, pois cada um tem o seu estilo. Uma das coisas mais valiosas que aprendi, é que o importante é o resultado final e esse, revela-se na nossa auto-estima.

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Passadeira Vermelha I – Golden Globes

Quem não gosta de admirar os looks de passadeira vermelha nas grandes cerimónias? Aquele momento Glitz&Glam, aquele pedaço de sonho, aquela inspiração… Pois bem, eu não era eu se não falasse sobre os mais maravilhosos outfits e as estrelas que os vestem. Comecemos com os Golden Globes que tiveram lugar no passado dia de 8 de Janeiro.

Neutro, foi palavra de ordem!

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Isabelle Hupert em Armani Privé – Vencedora Melhor Atriz (imagem de Pop Crush)

Confesso que este vestido não me convence… parecem-me 2 metades de vestidos diferentes, cosidas juntas… a parte de cima, com os ombros bem marcados, é rica em pormenores e a parte de baixo, pelo contrário, fluída, não tem pormenor algum, o que cria desequilíbrio. A atriz foi vencedora com todo o mérito, mas o vestido, não.

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Michelle Williams em Louis Vuitton – Nomeada Melhor Atriz Secundária (imagem de Hawt Celebs)

A gargantilha com laço, o vestido em renda, com decote em formato de coração e os ombros caídos, elevam a qualidade romântica de Michelle, a inocência sensual. Adoro!

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Nicole Kidman em Alexander McQueen – Nomeada Melhor Atriz Secundária (imagem de The Australian)

Não se pode errar muito com Alexander McQueen, já se sabe e este vestido é maravilhoso, lembra um cisne e/ou uma cascata de diamantes, mas o volume das mangas no início e as franjas no final, simplesmente não funcionam; é uma mistura de romance com boho chic, num vestido que já é transparente, luminoso e com cauda! Mangas fora.

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Naomie Harris em Armani Privé – Nomeada Melhor Atriz Secundária (imagem de Rachel Nicole)

Este vestido é a verdadeira “cara” Armani Privé. Clássico, com um toque moderno e sofisticado. Sensual, apenas por sugestão. Perfeito.

Mas não foram só os tons neutros, os escolhidos, também havia côr. A que mais se destacou foi, nem mais, nem menos, o amarelo!

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Natalie Portman em Prada – Nomeada Melhor Atriz (imagem de Celeb Mafia)

Este vestido lembra, claramente… Jackie Kennedy. Clássico e intemporal. O corte enaltece a barriga de grávida, os pormenores bordados e os diamantes realçam o ar de graça de Natalie… são só os vincos no tecido e a bainha que me aborrecem… talvez seja o meu “doc” a falar.

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Viola Davis em Michael Kors – Vencedora Melhor Atriz Secundária (imagem de Los Angeles Times)

Também não há muito que errar com Michael Kors. Este tom de amarelo combina na perfeição com o tom de pele de Viola. Vencedores.

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Reese Witherspoon em Versace (imagem de Celeb Mafia)

Acho que toda a gente sabe que Reese é de estatura baixa, tem cerca de 1,56m, porém neste vestido, ninguém diria. O formato sereia e a abertura tornam-na mais esguia. A mulher Versace é uma mulher sensual, mas o corte no peito, quadrado e cruzado, confere um toque mais clássico ao vestido. O colar de diamantes brancos e amarelos reforça essa ideia. De novo, é a bainha que não me agrada, não é “leve” como seria de esperar.

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Emily Ratajkowski em Elie Saab (imagem de US Weekly)

Deixei o mais polémico para o final. Parece que Emily foi considerada uma das piores vestidas da cerimónia. Eu não concordo, lamento. Este vestido grita “Old Hollywood Glam”. Olho para ele e penso Jean Harlow, Madame Vionnet, “La Confidential”. É ousado, de facto, mas foi desenhado para uma mulher voluptuosa e confiante. Quase podemos ver e sentir o cetim cair no corpo dela. E o pormenor prata do vestido é uma jóia por si só. Baixa o tom do amarelo. As sandálias também prata, são a cereja no topo do bolo.

Claro que opiniões diferem, simplesmente porque gostos diferem e, nem de propósito, já dizia o ditado “O que seria do amarelo se todos gostassem de azul?” Pois bem, esta estação eu voto no amarelo e por isso, já comprei as minhas peças também. Vestido e clutch bag, para usar em separado.

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Zara

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Zara (coleção oficial Looney Tunes)

Não percam no próximo domingo à noite os SAG (Screen Actors Guild Awards), no canal E! Review em breve!

Todos a bordo!

Neste país à beira-mar plantado que é o nosso, há maravilhas à espera de serem descobertas todos os dias.

O Museu Marítimo de Ílhavo e o Navio Museu de Sto André são duas delas.

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Museu Marítimo de Ílhavo

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Navio Museu de Sto André

O Museu e o Navio (antigo arrastão bacalhoeiro) pretendem preservar e homenagear a memória do trabalho dos pescadores no mar.

Logo na entrada da exposição encontra-se um iate de madeira que podemos explorar. Fora do iate vemos uma recriação dos seus interiores. Podemos ler na descrição que é na popa que comem e dormem os oficiais, e que a câmara é a sala pequena onde se consertam as velas danificadas e se fazem os cálculos de navegação.

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Na sala seguinte podemos ver 10 embarcações típicas que visam mostrar-nos atividades desaparecidas, a apanha do moliço, a extração e o transporte de sal, e as pescas artesanais. De certeza vão achar tanta piada como eu, quando virem os motivos decorativos de algumas das embarcações…

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A sala seguinte é a sala das Conchas e das Algas. Lindas! …e todas as conchas pertenciam a um só colecionador, Pierre Delpeut.

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A sala dos Mares reforça a nossa identidade e cultura marítima; destaca o barco como principal objeto de património.

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A sala de Arte contempla várias obras alusivas ao mar. Esta, de seu nome “Ondina”, foi a que mais mexeu comigo, parece saída de uma história mítica.

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A visita termina com o Aquário de Bacalhaus que tem cerca 3,2m de profundidade e a temperatura da água a 10/12º. É um momento relaxante.

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O Navio Museu de Sto André está naturalmente separado e distanciado do Museu Marítimo, pois encontra-se atracado na ria. Está no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré. Não sei se foi por visitá-lo num dia de Inverno, mas o frio fez-me sentir mais perto daquela realidade dos pescadores… O convés alto, amplo e gelado, consegue realmente transportar-nos… mas quando vi a sala das máquinas, pensei: “Titanic!” Quem não se lembra do beijo do Jack (Leonardo di Caprio) e da Rose (Kate Winslet), na sala das máquinas?! Claro, não é uma sala tão grande como a do filme, mas ainda assim.

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Reparem na diferença de acomodações, entre tripulação e capitão… coisa pouca!

Seja de onde for, a vista é especial…

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Portanto, quando quiserem fazer um passeio diferente, aqui está uma sugestão. Deixo-vos a dica de que cada 1º sábado de cada mês (apenas em horário de Inverno, ou seja, de Outubro a Fevereiro), a entrada é gratuita.

Todos a bordo e desfrutem!

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Tatuagens Old School

Não dá para falar de Pin Ups e não falar de tatuagens, certo?

Pois bem, as tatuagens Old School, também chamadas de Estilo Tradicional Americano, foram inicialmente difundidas pelos homens do Capitão James Cook; eles tatuaram-se para registar memória das suas viagens à China e às ilhas do Pacífico (cerca de 1700). O resto, é história, pois a partir daí, os marinheiros americanos usaram a tatuagem como arte corporal e forma de expressão.

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Capitão James Cook (imagem de Royal Museums Greenwich)

Os marinheiros eram conhecidos por serem bastante supersticiosos e as tatuagens eram como talismãs, protegiam-nos; mas esta afirmação de personalidade e sentimento de pertença a um grupo, era vista com “aquele” olhar de soslaio. A maior parte das pessoas que se tatuava, além dos marinheiros, eram elementos de gangs, de circo, condenados e prostitutas. Afinal, como ascender na sociedade, se se arriscava (e riscava) tanto assim? Bem, voltando ao foco do tema, estas tatuagens eram caracterizadas por um forte contorno negro e uma palete de cores limitada. Além disso, alguns desenhos eram tópico forte…

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(imagem de Pinterest.com)

Andorinhas – as andorinhas são aves migratórias e sempre regressam a casa; se um marinheiro morresse, uma andorinha levava a sua alma para o céu.

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(imagem de Marcello Nigro)

Águias – são o símbolo da América, representam honra, destreza e inteligência;

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(imagem de Esty.com)

Cobras – representam força e poder;

Dragões – representam coragem, poder e sabedoria;

Panteras – representam destreza, virilidade e conexão com a natureza;

Tubarões – representam coragem e força de vontade;

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(imagem de Collectors Weekly)

Âncoras – representam estabilidade;

Coração – representa quem amamos;

Estrela Náutica – a estrela do Norte, usada para navegação, mantém o marinheiro na sua rota e guia-o de volta para casa;

Mulheres Hula – representam a estadia do marinheiro no Havai;

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Número 13 – um dos números temidos, aqui celebrado;

Pin Ups – mulheres voluptuosas e sensuais, ideal de feminilidade.

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(imagem de Pinterest.com)

É importante referir que cerca de 1900, quando 90% (!) dos marinheiros tinha tatuagens, os Estados Unidos da América declararam que qualquer pessoa com tatuagens obscenas não podia entrar na Marinha; muitos jovens tatuaram mulheres nuas por causa disso, para fugir ao serviço militar, mas quando alguns voltaram atrás na decisão e quiseram alistar-se, acrescentaram roupa à mulher tatuada. Só em 2016 é que os Estados Unidos da América alteraram as leis… hoje em dia, os marinheiros podem, oficialmente, ter qualquer tatuagem do joelho para baixo, nos antebraços, nas mãos e no pescoço.

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Os tatuadores mais famosos do século XX são Norman Keith Collins (mais conhecido como Sailor Jerry) e Bert Grimm. Sailor Jerry, que combinava linguagem gráfica, côr sólida e ambição artística, ajudou a fazer do estilo Old School aquilo que é agora: icónico. Foi ele disse algo que considero humilde e, ao mesmo tempo, assertivo “Eu ainda não fiz o meu melhor, fiz o meu melhor até agora.” Pensem nisso… eu vou pensar… na minha próxima tatuagem, certamente, estilo tradicional americano!

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(imagem de Imgur.com)

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(imagem de Ocean Adventure Center)

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(imagem de The Selvedge Yard)

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(imagem de Powerhouse Books)

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Com a minha irmã, em Proud Camden, Londres

 

Pin Up

Depois da 1ª Grande Guerra e da 2a Guerra Mundial, os tempos foram de transição; houve uma quebra nos valores morais rígidos da altura, os jovens começaram a duvidar do “Sonho Americano” (o ideal que defendia oportunidade e prosperidade através de trabalho duro) e procuraram respostas na música Rock (e Rockabilly), e a literatura e o cinema mudaram, permitindo-se outra liberdade.

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“O Sonho Americano” (imagem de Observadores Sociais)

O termo Pin Up surgiu cerca de 1941… referia se tão simplesmente a imagens recortadas de revistas, jornais, postais e calendários, que depois eram penduradas na parede. No tempo de guerra, olhar as mulheres dos recortes, dava moral aos soldados e assim, o fabrico de posters tornou-se comercial e parte integrante da cultura popular.

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Soldado e barbeiro (imagem de The Selvedge Yard)

Estas mulheres (modelos ou atrizes), voluptuosas e sensuais, ainda que com um jeito tímido, foram apelidadas de Pin Up Girls. Algumas alcançaram tanta fama, que foram elevadas ao estatuto de Sex Symbol, como foi o caso de Rita Hayworth, Ava Gardner, Veronica Lake, Bettie Page, Betty Grable, Lauren Bacall, e claro, Marilyn Monroe.

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Ava Gardner (imagem de Pinterest.com)

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Veronica Lake (imagem de Zedisred)

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Bettie Page (imagem de Bad Weather Bikers)

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Marilyn Monroe, Betty Grable e Lauren Bacall em “Como Casar Com Um Milionário” de 1953, nomeado para o Óscar de Melhor Guarda-Roupa (imagem de Blu-ray.com)

No entanto, as Pin Up Girls não eram apenas modelos e atrizes, eram também mulheres anónimas, fotografadas e depois desenhadas no papel. Os ilustradores mais famosos da altura são Gil Elvgren e Alberto Vargas.

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Ilustração de Gil Elvgren (imagem de Visual News)

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Ilustração de Alberto Vargas (imagem de Pinterest.com)

Assim, o conceito Pin Up tornou-se inspirador e uma forma de expressão. Cabelo, maquilhagem, e roupa definiram um estilo único, reconhecível e admirável.

Cabelos curtos, médios ou compridos, mas ondulados, pin curls, bandanas; pestanas postiças, eyeliner e boca vermelha; vestidos de roda, com tule, saias plissadas pelo joelho, saias-lápis, decotes pronunciados em “v”, biquinis de cintura subida e o tão famoso padrão de bolinhas!

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Grace Kelly em “Janela Indiscreta” de 1954 (imagem de Etsy.com)

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James Dean e Natalie Wood em “Rebelde Sem Causa” de 1955 (imagem de Eunews.it)

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Deborah Kerr e Cary Grant em “O Grande Amor da Minha Vida” de 1957 (imagem de Theredlist.com)

Nos dias de hoje, este estilo continua a ser uma forte influência. Em grandes cidades como Londres, ou Los Angeles, há quem se penteie, maquilhe e vista, diariamente, sem inibições, como naquela altura. Como eu disse… forma de expressão!

Eu tento, de vez em quando, com a ajuda do artista e meu querido amigo Marcello Nigro, homenagear a época! Sentir um pouco do glamour!

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Breve História da Maquilhagem

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Ah! A maquilhagem… A arte de corrigir e realçar os traços do rosto, que nos faz sentir bem com nós próprias e assim, capazes de chegar e encantar! Desengane-se quem pensa que maquilhagem é fútil, maquilhagem é expressão de coragem, força, bem estar, sensualidade, alegria!

Se olharmos para trás, vemos como a maquilhagem esteve presente desde os tempos mais antigos, até hoje. Já no Egipto usavam pó, blush, kohl, baton. Estes produtos eram feitos a partir de pétalas de rosa ou papoila, argila, carvão, chumbo, óxido de cobre… e foram levados para a Grécia e o Império Romano, junto com especiarias e seda. Talvez o mito de que a maquilhagem envelhece, tenha surgido por causa desta altura, pela toxicidade de alguns ingredientes que danificavam a pele. Felizmente, a ciência avançou muito e hoje em dia, é seguro dizer que logo que se limpe e hidrate a pele, e desmaquilhe para dormir, a maquilhagem não representa qualquer “perigo”.

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Elizabeth Taylor em “Cleópatra” (imagem de Pinterest.com)

Entre os séculos XI e XV, uma pele clara era sinónimo de riqueza e uma pele morena sinónimo de pobreza, pois apenas quem trabalhava os campos tinha pele bronzeada. As mulheres tinham o hábito de beliscar as bochechas, até sangrar, para que estas ficassem coradas (o resto do rosto mantinha-se pálido).

Seguindo a mesma tendência, no século XVI, as mulheres usavam o rosto maquilhado de branco, com as bochechas e os lábios em vermelho. O ícone de beleza era a rainha Elizabeth I da Inglaterra.

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Cate Blanchet em “Elizabeth – A Era de Ouro” (imagem de the creationofanneboleyn.wordpress.com)

No século XVIII, a nobreza (não só as mulheres, mas também os homens) usava maquilhagem e complementava o look com perucas. O ícone passou a ser Marie Antoinette, conhecida pelos seus excessos.

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Marie Antoinette (imagem de Smithsonian Magazine)

No século XIX, a maquilhagem era vista com maus olhos, pois apenas as prostitutas e as atrizes se maquilhavam. Por causa disso, as mulheres usavam apenas pó de arroz e blush (também chamado, na altura, de rouge).

No início do século XX, aconteceu a 1ª Grande Guerra (1914-1918). Neste período, porque as mulheres foram fundamentais no esforço de guerra, o feminismo ganhou força. O direito de voto é o melhor exemplo disso. Em tempo de guerra, a vaidade perde terreno, mas as mulheres não se deixaram desanimar e arranjaram soluções criativas, fizeram os seus próprios produtos com graxa e pétalas de flores, embebidas em álcool. Nos anos 20, com os filmes “Noir” (filmes a preto e branco, de ambiente pessimista e fatalista), a maquilhagem ganhou popularidade. Os lábios eram delineados e escuros, o blush aplicava se em quase todo o rosto, os olhos eram definidos com tons escuros também (preto, cinza, castanho e verde) e as sobrancelhas eram finas e desenhadas.

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Greta Garbo (imagem de Pinterest.com)

Nos anos 30, a crise financeira estava instalada e a maquilhagem representava uma forma de fugir à realidade. Assim, imitando as atrizes, as mulheres definiam bem os olhos e escureciam-nos, e colocavam muita máscara nas pestanas. Muitas vezes, as sobrancelhas eram depiladas, para serem depois desenhadas finas e com o arco mais longo.

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Jean Harlow (imagem de Pinterest.com)

Ainda antes da metade do século XX, aconteceu a 2ª Grande Guerra (1939-1945). Durante os anos 40, as mulheres precisavam sentir-se bonitas e como tal, resolveram marcar mais a maquilhagem, definindo ainda mais as sobrancelhas e usando baton vermelho.

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Rita Hayworth em “A Dama de Xangai” (imagem de Ledy News)

Nos anos 50, com o fim da Guerra, glamour era a palavra de ordem.

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Marilyn Monroe (imagem de Pinterest.com)

Nos anos 60, houve prosperidade financeira e o consumismo atingiu o seu auge. A maquilhagem era arriscada, com a pele e os lábios nus, e os olhos bem definidos, com preto, ou cores intensas como laranja, roxo, ou dourado.

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Twiggy (imagem de Pinterest.com)

Nos anos 70, também conhecidos como “A Era do Individualismo”, tudo era permitido. A pele bronzeada, num tom dourado, passou a ser um ideal de beleza. Os lábios tinham brilho e pouca côr, e os olhos continuaram bem definidos. O blush era bem marcado, colocado mais perto do nariz, insinuando um “queimado do sol”.

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Farrah Fawcett (imagem de The Inquisitr)

Nos anos 80, a cultura pop disparou. Nada era demais. Usavam se cores néon, brilho, lantejoulas, leggings, blazers, ombreiras, enfim. A maquilhagem era essencial pois complementava o look. Muita côr, muito blush, muito baton, muita máscara!

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David Bowie em “Life on Mars” (imagem de Pinterest.com)

Depois de tanto excesso, nos anos 90, a maquilhagem baixou o tom, ficou mais leve e natural. Embora o termo “Supermodelo” tenha surgido nos anos 80, para mim, nos 90 é que se tornou forte. Basta lembrarmos um grupo de 6 jovens mulheres que se tornaram icónicas no mundo da moda, presença indispensável nos melhores e maiores desfiles. As Big Six, como ficaram conhecidas eram Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Kate Moss, Linda Evangelista, Naomi Campbell e Christy Turlington. E quem não se lembra da célebre frase de Linda “Não saímos da cama por menos de 10.000 dólares”?!

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Claudia Schiffer (imagem de The Cherry Is On My Cake)

Neste século, a maquilhagem reinventa-se a toda a hora, as tendências mudam a cada estação, misturando algo do passado, às necessidades do agora. Cada uma de nós pode e deve escolher aquilo que melhor se adequa à nossa personalidade e ao nosso estilo.

A palavra-chave é Liberdade.

 

 

 

 

Budapeste III

A Sinagoga de Budapeste é a maior da Europa, e um importante marco histórico, pois esteve em risco de ser destruída pelas tropas nazis e “sobreviveu”. O edifício é Romântico, Neo Barroco e o seu interior, Art Déco.

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A Basílica de Budapeste, Romano-Católica, de estilo Neo Clássico, foi construída em honra ao 1º rei da Hungria, Stephen. Dizem que a sua mão direita está no relicário, na igreja… Estranho, não? Bem, o interior da Basílica deslumbra-nos nas pequenas coisas… já dizia o arquitecto Frank Lloyd Wright “Deus está nos pormenores.”

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Finalmente, estar em Budapeste e não ir a um pub nas ruínas, é como ir ao Vaticano e não ver o Papa. Szimpla Kert fica no bairro judeu e oferece várias opções de pub. O ambiente é o que se espera de umas ruínas, escuro, com alma, mas ao mesmo tempo, é leve e alegre. A decoração é Kistch e arrebata a atenção de qualquer um. Inspiracional!

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Budapeste II

Budapeste é uma cidade que respira história… Em conjunto com as margens do Danúbio e o Castelo, a Avenida Andrássy é também Património Mundial da Humanidade. No final desta Avenida encontramos a Praça dos Heróis, que homenageia importantes acontecimentos políticos. As estátuas do Memorial do Milénio representam os líderes que fundaram a Hungria e outras personalidades. É de notar que o Memorial demorou 33 anos a ser terminado.

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Na mesma Avenida encontramos a Casa do Terror, também conhecida como o Museu da Guerra. As suas exposições mostram-nos um pouco do mundo dos regimes fascista e comunista que assombraram o país, e homenageiam as suas vítimas, incluíndo as que foram interrogadas, torturadas e assassinadas no próprio edifício (esta era a antiga sede dos Serviços Secretos). Impossível não sentir uma aura sombria e um arrepio gelado no espinha…

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Ainda na Avenida Andrássy, encontramos a Casa da Ópera. É importante referir que a sua construção (1875-1884) teve o aval do Imperador da Áustria e rei da Hungria e Croácia, Franz Joseph I. Ainda hoje, o maior evento aqui realizado é o Baile da Ópera de Budapeste, que teve início em 1886 e era “o” acontecimento social. Aconselho fazer a visita guiada, rica em informações sobre o edifício e a sua história, mas para aguçar a curiosidade, reparo que a esposa do Imperador era nada mais, nada menos, do que a famosa Sissi!

Esta continua a ser uma da melhores casas de ópera do mundo, com uma acústica perfeita e uma beleza imensa… veludo vermelho, tectos pintados e a sala coberta a folha de ouro! Fabuloso!

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Budapeste I

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Recentemente, tive a oportunidade de conhecer Budapeste, a capital da Hungria, conhecida como “A Pérola do Danúbio”. De facto, a expressão faz jus à beleza da cidade, dividida pelo rio; curioso é que uma margem se chama Buda e a outra Peste… Se foi impressão minha, ou não… o certo é que senti Buda mais calma e Peste mais agitada!

Em Buda visitámos o Castelo, património mundial da Humanidade. Conseguimos identificar no edifício, os vários estilos arquitectónicos: Idade Média, Barroco, Neo Barroco e Arquitectura Moderna. Dali se avistam a Ponte das Correntes, que se torna ainda mais memorável quando as luzes se acendem, o Parlamento, imponente, e o rio, mágico!

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Ainda em Buda, visitámos as Termas Gellért, abertas ao público desde 1918. Para quem não sabe, Budapeste tem o maior sistema de água termal do mundo! As Termas Gellért maravilham-nos com o seu estilo Art Nouveau. Cada detalhe é precioso. Quanto à temperatura da água, bem, que tal 36º? Ou 40º… se nos sentirmos corajosos! O resultado é o total relaxamento do corpo, uma sensação de bem estar que (quase) nos derrete.

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Em Peste, visitámos as Termas Széchenyi, abertas ao público desde 1913. Estas termas são famosas por serem ao ar livre. Aqui, variedade é a palavra de ordem; há saunas, banhos turcos, salas de massagem, duches com cromoterapia (azul é água fria, vermelho é água quente, verde é água fria, mas em jeito mais intenso, basta pensarmos no mar de Inverno, no eucalipto, ou no mentol ) e claro, piscinas.

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“Capital do Spa”… sem dúvida, um título merecido!