Deus está nos detalhes II

Porque a beleza está ao nosso redor, mais fotos peculiares, de lugares mágicos!

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Budapeste

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Mala vintage, numa montra da Louis Vuitton, Budapeste

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Budapeste

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Vista do Castelo, Budapeste

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Barbadillo, Castilla y León

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Lordelo do Ouro, Porto

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Vista para Gaia, da ponte de D.Luís, Porto

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Águas Santas

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Boutique do Gelado, Porto

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Boutique do Gelado, Porto

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Museu Marítimo, Sesimbra

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Museu Marítimo, Sesimbra

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Fortaleza de Sesimbra

Coração grato!

Deus está nos detalhes

Decerto já vos aconteceu, caminhar pelas ruas de algum lugar e reparar em edifícios ou determinados detalhes. Isso acontece comigo constantemente e quando tenho oportunidade, paro para fotografar. Partilho convosco algumas dessas fotos peculiares.

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Famalicão

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Famalicão

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Bairro Alto, Lisboa

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Mercado do Bom Sucesso, Porto

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Miguel Bombarda, Porto

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Jardins de Serralves, Porto

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Cedofeita, Porto

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São Nicolau, Porto

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Sé, Porto

Quem vê beleza, não envelhece!

Olá Tunísia!

A minha viagem à Tunísia não foi só mais uma viagem. Foi uma viagem… espiritual. Já se passaram cerca de 3 anos e continua em mim, um sentimento forte. A lembrança da paz, da fé e da intensidade da crença das pessoas, em determinados valores.

Tunísia

Fiz esta viagem pouco depois de completar 10 anos de namoro; foi, portanto, uma espécie de lua-de-mel. Sol, praia, comida exótica e daikiris! “Amor e uma cabana”…

Foi também um momento em que eu estava a precisar de fazer uma pausa. 2013 tinha sido um ano de muito trabalho, sem viagens (viajar rejuvenesce), algumas dificuldades e crescimento interior… Na Tunísia, na tranquilidade, consegui escutar-me a mim mesma e reconciliar-me com as minhas mágoas.

Yasmine

Claro está, fizemos o passeio da praxe, andar de camelo. Era aquele único item da lista, andar de camelo! E eu adorei, senti-me uma princesa das arábias!

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O passeio terminou com a ida a casa do proprietário dos camelos. A sua esposa cozinhou num forno de pedra, no chão, o pão tradicional. Espantou-me tremendamente, como ela punha as mãos dentro do forno – cujo calor se sentia à distância – sem pudor algum! As mãos calejadas pelos anos de trabalho de casa. Molhámos o pão em azeite e acompanhámos com um chá (os árabes consideram uma ofensa não aceitar o chá). A verdade é que, mesmo que as bebidas frescas saibam bem, não matam a sede! Portanto, este foi o lanche ideal.

No hotel, o meu namorado inventou uma bebida: caipirinha de licor de figo; a bebida espirituosa certa, já que a qualidade dos vinhos não é nada de especial. Sobre a água, já sabem, o melhor é que seja engarrafada e cuidado com os temperos e molhos, pois são mais intensos do que estamos habituados e podem deixar-nos doentes com facilidade.

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Hotel IberoStar Averroes – no meu instagram

O hotel oferecia atividades várias, como andar de kayak, jogar voleibol, arco e flecha, fazer ginástica e/ou dançar. O sossego era mesmo uma escolha.

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As cores da praia eram/são maravilhosas, como seria de esperar. O som das ondas na areia, as orações, sentir a brisa no rosto… lavam a alma.

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Não podia faltar o passeio pela medina (zona histórica), onde além das tradicionais lojas e bancas de comércio, está a mesquita. As mulheres não podem entrar e o meu conselho é que vão fazer este passeio com a roupa “apropriada”, um lenço pelas costas, pouco decote à mostra e sempre com calções, saia ou vestido, pelo menos, pelos joelhos. A nossa forma de estar deve sempre adaptar-se aos costumes do país que visitamos, é uma questão de respeito. Ainda que possamos pensar diferente, precisamos respeitar.

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Na medina, cada porta, literalmente, é diferente da outra. Qualquer coisa de fantástico!

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Qual foi o único senão da viagem? Ter ido no Ramadão! Os árabes que praticam o Ramadão, jejuam durante 30 dias seguidos, desde que o sol nasce, até que se põe. Não comem, bebem, fumam, têm relações sexuais, ou maus pensamentos… concentram-se na doutrina do Alcorão. Como podem imaginar, ficam com a sensibilidade à flor da pele e de cara fechada. Pediram-nos, claramente, no hotel que tivéssemos paciência com isso; por isso recomendo que vão fora deste período, irão sentir outra hospitalidade.

Eu nunca tinha visitado o continente africano e sempre tinha ouvido falar do céu de África… é, de facto, maravilhoso! Por tudo… obrigada Hammamet!

Captura de ecrã 2017-06-12, às 20.55.39

No meu instragram

Todos a bordo!

Neste país à beira-mar plantado que é o nosso, há maravilhas à espera de serem descobertas todos os dias.

O Museu Marítimo de Ílhavo e o Navio Museu de Sto André são duas delas.

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Museu Marítimo de Ílhavo

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Navio Museu de Sto André

O Museu e o Navio (antigo arrastão bacalhoeiro) pretendem preservar e homenagear a memória do trabalho dos pescadores no mar.

Logo na entrada da exposição encontra-se um iate de madeira que podemos explorar. Fora do iate vemos uma recriação dos seus interiores. Podemos ler na descrição que é na popa que comem e dormem os oficiais, e que a câmara é a sala pequena onde se consertam as velas danificadas e se fazem os cálculos de navegação.

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Na sala seguinte podemos ver 10 embarcações típicas que visam mostrar-nos atividades desaparecidas, a apanha do moliço, a extração e o transporte de sal, e as pescas artesanais. De certeza vão achar tanta piada como eu, quando virem os motivos decorativos de algumas das embarcações…

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A sala seguinte é a sala das Conchas e das Algas. Lindas! …e todas as conchas pertenciam a um só colecionador, Pierre Delpeut.

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A sala dos Mares reforça a nossa identidade e cultura marítima; destaca o barco como principal objeto de património.

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A sala de Arte contempla várias obras alusivas ao mar. Esta, de seu nome “Ondina”, foi a que mais mexeu comigo, parece saída de uma história mítica.

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A visita termina com o Aquário de Bacalhaus que tem cerca 3,2m de profundidade e a temperatura da água a 10/12º. É um momento relaxante.

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O Navio Museu de Sto André está naturalmente separado e distanciado do Museu Marítimo, pois encontra-se atracado na ria. Está no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré. Não sei se foi por visitá-lo num dia de Inverno, mas o frio fez-me sentir mais perto daquela realidade dos pescadores… O convés alto, amplo e gelado, consegue realmente transportar-nos… mas quando vi a sala das máquinas, pensei: “Titanic!” Quem não se lembra do beijo do Jack (Leonardo di Caprio) e da Rose (Kate Winslet), na sala das máquinas?! Claro, não é uma sala tão grande como a do filme, mas ainda assim.

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Reparem na diferença de acomodações, entre tripulação e capitão… coisa pouca!

Seja de onde for, a vista é especial…

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Portanto, quando quiserem fazer um passeio diferente, aqui está uma sugestão. Deixo-vos a dica de que cada 1º sábado de cada mês (apenas em horário de Inverno, ou seja, de Outubro a Fevereiro), a entrada é gratuita.

Todos a bordo e desfrutem!

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Budapeste III

A Sinagoga de Budapeste é a maior da Europa, e um importante marco histórico, pois esteve em risco de ser destruída pelas tropas nazis e “sobreviveu”. O edifício é Romântico, Neo Barroco e o seu interior, Art Déco.

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A Basílica de Budapeste, Romano-Católica, de estilo Neo Clássico, foi construída em honra ao 1º rei da Hungria, Stephen. Dizem que a sua mão direita está no relicário, na igreja… Estranho, não? Bem, o interior da Basílica deslumbra-nos nas pequenas coisas… já dizia o arquitecto Frank Lloyd Wright “Deus está nos pormenores.”

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Finalmente, estar em Budapeste e não ir a um pub nas ruínas, é como ir ao Vaticano e não ver o Papa. Szimpla Kert fica no bairro judeu e oferece várias opções de pub. O ambiente é o que se espera de umas ruínas, escuro, com alma, mas ao mesmo tempo, é leve e alegre. A decoração é Kistch e arrebata a atenção de qualquer um. Inspiracional!

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Budapeste II

Budapeste é uma cidade que respira história… Em conjunto com as margens do Danúbio e o Castelo, a Avenida Andrássy é também Património Mundial da Humanidade. No final desta Avenida encontramos a Praça dos Heróis, que homenageia importantes acontecimentos políticos. As estátuas do Memorial do Milénio representam os líderes que fundaram a Hungria e outras personalidades. É de notar que o Memorial demorou 33 anos a ser terminado.

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Na mesma Avenida encontramos a Casa do Terror, também conhecida como o Museu da Guerra. As suas exposições mostram-nos um pouco do mundo dos regimes fascista e comunista que assombraram o país, e homenageiam as suas vítimas, incluíndo as que foram interrogadas, torturadas e assassinadas no próprio edifício (esta era a antiga sede dos Serviços Secretos). Impossível não sentir uma aura sombria e um arrepio gelado no espinha…

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Ainda na Avenida Andrássy, encontramos a Casa da Ópera. É importante referir que a sua construção (1875-1884) teve o aval do Imperador da Áustria e rei da Hungria e Croácia, Franz Joseph I. Ainda hoje, o maior evento aqui realizado é o Baile da Ópera de Budapeste, que teve início em 1886 e era “o” acontecimento social. Aconselho fazer a visita guiada, rica em informações sobre o edifício e a sua história, mas para aguçar a curiosidade, reparo que a esposa do Imperador era nada mais, nada menos, do que a famosa Sissi!

Esta continua a ser uma da melhores casas de ópera do mundo, com uma acústica perfeita e uma beleza imensa… veludo vermelho, tectos pintados e a sala coberta a folha de ouro! Fabuloso!

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Budapeste I

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Recentemente, tive a oportunidade de conhecer Budapeste, a capital da Hungria, conhecida como “A Pérola do Danúbio”. De facto, a expressão faz jus à beleza da cidade, dividida pelo rio; curioso é que uma margem se chama Buda e a outra Peste… Se foi impressão minha, ou não… o certo é que senti Buda mais calma e Peste mais agitada!

Em Buda visitámos o Castelo, património mundial da Humanidade. Conseguimos identificar no edifício, os vários estilos arquitectónicos: Idade Média, Barroco, Neo Barroco e Arquitectura Moderna. Dali se avistam a Ponte das Correntes, que se torna ainda mais memorável quando as luzes se acendem, o Parlamento, imponente, e o rio, mágico!

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Ainda em Buda, visitámos as Termas Gellért, abertas ao público desde 1918. Para quem não sabe, Budapeste tem o maior sistema de água termal do mundo! As Termas Gellért maravilham-nos com o seu estilo Art Nouveau. Cada detalhe é precioso. Quanto à temperatura da água, bem, que tal 36º? Ou 40º… se nos sentirmos corajosos! O resultado é o total relaxamento do corpo, uma sensação de bem estar que (quase) nos derrete.

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Em Peste, visitámos as Termas Széchenyi, abertas ao público desde 1913. Estas termas são famosas por serem ao ar livre. Aqui, variedade é a palavra de ordem; há saunas, banhos turcos, salas de massagem, duches com cromoterapia (azul é água fria, vermelho é água quente, verde é água fria, mas em jeito mais intenso, basta pensarmos no mar de Inverno, no eucalipto, ou no mentol ) e claro, piscinas.

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“Capital do Spa”… sem dúvida, um título merecido!